• Lara Rovere

As mulheres que amei

Amei muitas mulheres. Algumas delas ainda amo. Outras hei de amar e, quem sabe, amarei por toda a vida. Amores platônicos e amores reais até demais. As mulheres dos discos e livros; cantoras, escritoras, personagens. As mulheres que ousaram ser livres, com todo o peso que isso, infelizmente, até hoje ainda nos traz. Adriana, Bethânia, Elis. Adélia, Aline, Clarice, Socorro, Isabel, Paula, Frida, Lorena, Guida.


Verônica, professora que não lembro do rosto, mas que despertou o gosto pelo português.


Por onde andará Carolina Coimbra? Nunca esqueci do sobrenome-cidade e das aulas de teatro na escola. Por que parei, parei por quê? Desde que o altar virou casa voltei a me perguntar.


Zuleide, Cláudia, Noeme, Veridiana, Rita, Bel, Elane, Débora, Tânia. Seus temperos e colos. Dores que desconheço. E isso me dói! Embora bem menos, reconheço.


Rosa, Laíse, Fernanda, Rosangela, Patrícia, Letícia, Natália e Manuela vieram antes. Carol depois. Luiza quase ontem. Ponteiros ligeiros a me confundir. Marta, Ticiana. Amores que nasceram doutro amor.


Amigas de infância, adolescência, faculdade, trampo, literatura, vida adulta, escolha ou acaso. Mulheres que amei antes me tornar a mulher que me tornei e, só então, amá-la também.


Chefes, professoras, colegas, musas inspiradoras. Nem sempre certas, sensatas, fortes. 100 defeitos só se for escrito assim. Incoerentes, inconstantes, exautas. Demasiadamente humanas, manas. Bora juntas? Nos amo.

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